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COMÉDIA: Leandro Hassum estrela filme nas telonas com reflexão sobre amor e religiões

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Com mais uma estreia nas telonas, Leandro Hassum interpreta um homem reclamão no filme “O Amor Dá Trabalho”. Na comédia, o ator dá vida a Anselmo, um homem de meia-idade que trabalha no serviço público e trata mal todas as pessoas que o rodeiam.

Após um acidente de trabalho, Anselmo morre e para se redimir e não ir para o “inferno”, ele precisa cumprir algumas horas de trabalho para os deuses. É assim que ele entra na vida de Flávia Alessandra, que vive Elisângela, e Bruno Garcia no papel de Paulo Sérgio. Ele precisa unir esse casal, e então estará a salvo.
Leandro Hassum sempre esteve nos holofotes para fazer seus fãs gargalharem, mas nas últimas vezes o ator tem vivido personagens que também apelam para o lado emocional, como no filme “Não Se Aceitam Devoluções”, em que ele descobre ser pai de uma menina.

Ele explica que essa é uma das questões que mudaram depois de ter emagrecido. Disse também que anteriormente, as pessoas não o convidavam para papeis como Dr. Teodoro no longa “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, mas agora é algo recorrente.

“Eu nunca parei para pensar ‘agora eu vou fazer filmes diferentes. São quase trinta anos de carreira, e você fica curioso. Eu gosto de dirigir, teatro, televisão, cinema, e começaram a pintar projetos que me interessaram, e por coincidência numa nova fase minha. Foram coisas que foram acontecendo, e não que eu decidi que queria mudar o meu estilo de comédia. Gosto de fazer projetos que me interessam”, revelou Hassum.

Além da óbvia comédia romântica, o diretor Alê Machado tentou abordar uma concepção abrangente sobre religião. Ele reuniu atores e atrizes como Dani Calabresa, Maria Clara Gueiros e Hélio de la Peña.

“Teve uma ideia de fazer rir, mas de abordar essas religiões com respeito e com o conhecimento delas. A gente pesquisou muito em relação a essas religiões, mas colocar todos na mesma mesa. Da mesma forma que a gente coloca o hinduísmo com religiões afro-brasileiras, cristianismo, judaísmo, religião grega, tem até egípcio, religião nórdica. A gente misturou tudo conhecendo do ponto de vista mitológico, mas brincamos com isso”, conta o diretor.

Apesar de ser mais uma comédia clichê de Leandro Hassum, e ter inúmeros furos de roteiro, o filme ainda agrada quem quer ver uma trama leve e sem muitos rodeios. O papel de Flávia Alessandra chama atenção por ser uma mulher que está atrás do grande amor da sua vida e, mesmo em uma época onde as mulheres são tão livres, ela ainda se sente no dever de viver um “conto de fadas”.

Bruno Garcia, por sua vez, no papel de Paulo Sérgio, tem uma forma de conquistar o público, assim como ele faz com as mulheres do filme. Mas o personagem é cheio de erros e fica muito óbvio perceber quem ele realmente é desde o início do longa.

No fim das contas, é mais um filme nacional que tem o objetivo de divertir, levar o público a refletir sobre a própria vida e emocionar. Só não garanto que ele realmente cumpra com seus objetivos.

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