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Mais de 60% das rodovias federais e estaduais no Brasil vão de mal a pior. Pavimentação inadequada, buracos, falta de sinalização e perigo desafiam motoristas a uma constante luta pela sobrevivência a cada viagem percorrida. Apenas 38,2% das estradas são consideradas boas ou ótimas para trafegar. Um percentual ainda baixo em se tratando da extensão territorial do Brasil.
Os dados revelados por um raio x da malha viária brasileira fazem parte da Pesquisa CNT de Rodovias, uma amostragem anual promovida pela Confederação Nacional do Transporte.
A qualidade das estradas caiu em relação ao ano passado. Dos trechos avaliados, 61,8% estão em condições regulares, ruins ou péssimas. Em 2016, esse índice foi de 58,2%. A sinalização foi o mais sofreu – e deixa o motorista cada vez mais exposto. Este ano, 40,8% das rodovias foram apontadas com sinalização ótima ou boa. Em 2016, esse percentual chegou a 48,3%.
A malha rodoviária ainda é o maior e mais importante modal de transporte do Brasil. É responsável pelo escoamento de 60% das cargas e alimentos transportadas entre as regiões. Enquanto os Estados Unidos têm quase 4 milhões de quilômetros de rodovias pavimentadas, por aqui essa extensão beira os 180 mil quilômetros.
Estradas ruins, além de perigosas, geram custos. Custos que são repassados do transportador para o produtor. E, no final, quem paga a conta? Presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo, Flávio Benatti, responde: o consumidor.
“O impacto é extremamente relevante. Ele tem que repassar isso a alguém. Ele acaba repassando isso, procura repassar isso no frete e que na realidade isso chega no consumidor final. O produto fica mais caro para dar o escoamento. O país perde muito com isso. A sociedade brasileira perde muito com isso”
Flávio Benatti reclama que o poder público vem dando as costas para o setor de transporte rodoviário.
“O Brasil, lamentavelmente, não tem recebido os investimentos em infraestrutura de transportes que precisaria receber para que nós pudéssemos ter, sim, o crescimento econômico adequado no país. Nós temos, inclusive, verbas aprovadas e a má gestão tem feito que nem se utilize esses valores para o investimento”
A Pesquisa CNT de Rodovias 2017 avaliou 105.814 quilômetros de estradas – 2 mil 555 quilômetros a mais em relação a 2016. Os pesquisadores passaram por toda a extensão pavimentada das rodovias federais e das principais rodovias estaduais do país.
fonte: Agência do Rádio