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Mais de 200 detentos que fugiram durante uma rebelião com fuga em massa do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Porto Feliz (SP) continuam foragidos, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).
De acordo com a secretaria, até a manhã desta quinta-feira (19) foram recapturados 379 detentos do CPP de Porto Feliz, dos 594 que fugiram.
Dois deles foram presos em Valinhos (SP) depois de sequestrarem um ônibus de trabalhadores rurais durante a fuga. O grupo de 11 fugitivos, que usou o veículos para ir até outras cidades, fez quatro trabalhadores reféns.
Segundo a Guarda de Campinas, que fez a abordagem ao veículo, oito fugitivos ficaram em Americana e um em Campinas. Os dois presos tinham como destino Jundiaí (SP).
Outro detento foi recapturado depois de tentar invadir uma casa e ser mordido por um cachorro em um sítio na zona rural de Porto Feliz.
Foram registradas rebeliões em cinco unidades prisionais e 1.375 detentos fugiram. Segundo a SAP, até a manhã desta quinta-feira, 720 presos tinham sido recapturados ao todo.
Todos os detentos que participaram da fuga são do regime semiaberto, onde o preso tem a possibilidade de sair para trabalhar ou estudar durante o dia e retornar, e que por lei tem direito a cinco saídas temporárias por ano. As ações ocorreram nas seguintes unidades:
“O Grupo de Intervenção Rápida (GIR) controlou a situação nos presídios de forma imediata. Os presos foram recapturados pela Polícia Militar com apoio de agentes de segurança penitenciária”, informou a SAP.
Ainda conforme a SAP, o motim organizado ocorreu por causa da suspensão da saída temporária como forma de medida preventiva para conter o avanço do coronavírus. Conforme a pasta, 34 mil detentos são beneficiados com a saidinha.
“A medida foi necessária, pois o benefício contemplaria mais de 34 mil sentenciados do regime semiaberto que, retornando ao cárcere, teriam elevado potencial para instalar e propagar o coronavírus em uma população vulnerável, gerando riscos à saúde de servidores e de custodiados”, completa a SAP.
Os presos recapturados vão responder a processos disciplinares e podem perder o direito ao regime semiaberto, informou a SAP.
fonte: G1