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O governador de São Paulo, João Doria, anunciou neste sábado que decretou uma quarentena de 15 dias em todos os municípios do estado a partir de terça-feira (24). O período irá se estender até 7 de abril.
Trata-se de uma obrigação de fechamento de comércio e de serviços não essenciais em todo o estado de São Paulo.
– Saímos do campo da recomendação. É um decreto – afirmou o governador.
Serviços essenciais nas áreas de abastecimento, saúde, alimentação, segurança e limpeza devem continuar a funcionar. Além de hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas seguirão abertas.
Também poderão funcionar supermercados, hipermercados, padarias e açougues. Mas serviços de alimentação preparada deverão ser suspensos a partir da próxima terça-feira, podendo manter apenas serviço de delivery.
Bares, cafés e restaurantes devem fechar suas portas.
– Se desejarem, e esta é uma decisão empresarial, esses estabelecimentos poderão funcionar através de delivery – afirmou o governador.
Bancos, serviços bancários, incluindo lotéricas, seguem funcionando normalmente.
– Nós superaremos a crise do coronavírus em São Paulo e, com certeza, em todo o Brasil – disse Doria.
O pronunciamento no Palácio dos Bandeirantes também contou com a participação do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que falou sobre o trabalho de conscientização da população da capital sobre a gravidade da crise.
– Não é apenas um ato relacionado à vigilância sanitária permanecer dentro de casa, é um ato de respeito ao próximo – disse o prefeito. – Já estamos com mais de 20 carros de som percorrendo todos os pontos da periferia da cidade de São Paulo. Estamos levando informação para poder conscientizar a população.
Covas também comentou sobre as medidas adotadas pela administração municipal ipara aumentar a capacidade de atendimento do sistema de saúde.
– Estamos nos preparando para o pior cenário possível. Vamos ampliar em mais 490 leitos. Entregamos os 20 primeiros leitos. São 1250 respiradores que temos na cidade. Mais 2 mil leitos de baixa complexidade já liberados os recursos. Esses 2 mil leitos também com respiradores. É esse trabalho conjunto entre prefeitura, estado e queria agradecer também ao Ministério da Saúde – afirmou Covas.
O secretário de estado da Saúde, José Henrique Germann, atualizou os números de casos em São Paulo, destacando o aumento no número de mortes.
– São 396 casos em todo o estado, agora com 15 óbitos. Temos 9 mil casos como suspeitos – declarou.
Outro que participou da coletiva foi o médico David Uip, do centro de contingência da crise do coronavírus no estado, que fez um alerta contundente.
– Levem a sério essa pandemia: isso não é férias, não é brincadeira. Tem bairros que parece que o dia a dia não mudou. Isso é muito sério. Tem que ter a compreensão da gravidade – declarou. – As forças de saúde estão muito atentas. São corajosas, destemidas e eu não preciso conclamá-las porque estão na linha de frente – completou.
fonte: O Globo