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Caso Vitória: Casal acusado pelo crime ainda aguarda julgamento dois anos depois

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O caso da morte da menina Vitória Gabrielly em junho de 2018 em Araçariguama ainda está em andamento na Justiça de São Roque.

O processo foi divido em fases. A decisão do Juiz foi de levar os acusados pelo crime ao júri popular.

De início, foram três acusados, o servente de pedreiro Júlio César Ergesse Lima e o casal o casal Bruno Oliveira e Mayara Abrantes, todos moradores em Mairinque.

A morte teria sido por engano por uma dívida de drogas.

Júlio já julgado no ano passado, outubro de 2019 e foi condenado a 34 anos de prisão em 11 horas de júri, em São Roque.

Já Bruno e Mayara aguardam a data do julgamento e estão presos em Tremembé.

O G1 publicou uma reportagem sobre nesta quinta.

Veja reportagem abaixo produzida por Carlos Dias

Quase dois anos depois do crime, o casal acusado de participação na morte de Vitória Gabrielly, de 12 anos, ainda não foi julgado.

Em outubro de 2019, o outro réu do caso, o servente de pedreiro Júlio César Ergesse, foi condenado a 34 anos de prisão em 11 horas de júri, em São Roque (SP).

Em 8 de junho de 2018, a estudante saiu de casa para andar de patins e desapareceu.

A vítima foi encontrada por um morador, em uma área de mata e sem vida no dia 16 de junho. Na época, o caso comoveu.

Além de Júlio, o casal Bruno Oliveira e Mayara Abrantes foi identificado

pela polícia também como responsável pelo crime, depois uma investigação da polícia de Araçariguama (SP). Os dois ainda não tiveram a data do julgamento definida, pois a defesa entrou com recurso na Justiça.

Com o Fórum fechado por conta da pandemia de coronavírus, o julgamento deve ser realizado ainda neste ano, com a volta do processo à Comarca depois de negado o recurso no Tribunal de Justiça.

A defesa de Júlio também entrou com uma apelação no TJ para tentar um novo júri e anular a sentença do julgamento realizado em São Roque, em outubro.

Na ocasião do júri do pedreiro, antes de encerrar, o juiz Flávio Roberto de Carvalho afirmou que este caso foi o mais difícil em toda sua profissão.

O 1º júri

Júlio chegou ao Fórum às 8h57, pouco antes do início da audiência, que começou por volta das 9h30. Nove testemunhas foram ouvidas, entre elas, um amigo do servente, que relatou que foi procurado por ele três dias após a garota desaparecer.

“O Júlio estava alterado quando me procurou, muito nervoso. Dei água com açúcar e insisti para falar o que tinha acontecido. O Júlio disse que não sabia onde tinham deixado a menina. Me senti na pele dos pais da menina, mesmo considerando o Júlio um irmão”, contou a testemunha durante a audiência.
Ainda conforme a testemunha, ele e Júlio se falaram no dia 11 de junho de 2018, três dias depois da adolescente Vitória ter desaparecido.

Conforme depoimento, a testemunha negou envolvimento dela no caso, disse que conhece o Júlio há 11 anos e que nunca brigaram.

Quem também iria falar sobre o trabalho da polícia seria o ex-chefe da investigação de Araçariguama Marcos Pereira Gomes, conhecido como Marcão.

No entanto, o policial morreu ao sofrer um infarto na academia, em São Roque, em abril deste ano. No lugar dele quem prestou esclarecimentos foi a delegada Bruna Racca.
A delegada disse que, com o uso dos cães farejadores, o Júlio não foi identificado no local onde o corpo foi encontrado.

Relembre o caso

Mayara, Bruno e Júlio foram presos acusados de participação direta na morte da menina. Os três estão na penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba (SP).

Eles já foram ouvidos pelas polícia e Justiça e negaram os crimes.
Vitória Gabrielly desapareceu na tarde do dia 8 de junho de 2018, quando saiu de casa para andar de patins, em Araçariguama.

Uma câmera de segurança registrou a menina na rua no dia do sumiço.

O desaparecimento mobilizou buscas diárias com cães farejadores e policiais pela região.

A adolescente foi encontrada morta oito dias depois, em 16 de junho, em uma mata às margens de uma estrada de terra, no bairro Caxambu.

Segundo a polícia, a garota estava com os pés e as mãos atados e o corpo amarrado a uma árvore. Vitória usava a mesma roupa que vestia no dia em que sumiu e os patins foram encontrados perto do corpo.

A morte da menina comoveu a cidade de Araçariguama, que se mobilizou para encontrá-la. Cerca de duas mil pessoas participaram do enterro no cemitério da cidade.

Dias depois, a Polícia Civil abriu um segundo inquérito para realizar buscas pelo suspeito de integrar a cúpula do tráfico de drogas na região e que estaria envolvido no crime.

O homem foi preso meses depois com drogas. A investigação sobre ele corre em segredo.

Na época do crime, a polícia apurou que Vitória foi raptada por engano para que uma dívida de drogas fosse quitada. A menina teria sido morta depois que os criminosos perceberam que estavam com a pessoa errada.

fonte: São Roque Notícias

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