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Cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio foram armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu nesta terça-feira, causando mais de 100 mortes e danos sem precedentes na capital libanesa, informou o primeiro-ministro Hassan Diab. O nitrato de amônio é um fertilizante químico e também um componente de explosivos.
“É inadmissível que um carregamento de nitrato de amônio, estimado em 2.750 toneladas, esteja em um armazém há seis anos, sem medidas preventivas. Isso é inaceitável e não podemos permanecer calados sobre esse assunto”, declarou o primeiro-ministro durante o reunião do Conselho de Alta Defesa, de acordo com declarações citadas por um porta-voz em entrevista coletiva.
Duas violentas explosões registradas no porto de Beirute deixaram ao menos 70 mortos e 3.700 feridos, segundo um balanço atualizado do ministério da Saúde libanês. Trata-se de um balanço provisório, segundo o porta-voz do ministério, Reza Moussaoui. A contagem anterior era de 50 mortos e 2.750 feridos.
Beirute foi declarada “zona de desastre”, anunciou o Conselho Superior de Defesa Libanês. “É uma catástrofe em todos os sentidos do termo”, lamentou mais cedo o ministro da Saúde, Hamad Hassan, em declarações a várias emissoras de televisão após visitar um hospital na capital libanesa.
“Os hospitais da capital estão todos cheios de feridos”, acrescentou, pedindo que as outras vítimas sejam levadas para estabelecimentos nos arredores da cidade.
Antes, o diretor da Segurança Geral, Abbas Ibrahim, havia dito que as explosões poderiam ter sido causadas por “materiais altamente explosivos confiscados há anos”, mas acrescentou que uma investigação determinará a “natureza exata do incidente”.
No entanto, os responsáveis terão que “prestar contas”, disse o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, que pediu ajuda aos “países amigos” do Líbano.
“Faço um apelo urgente a todos os países amigos e irmãos que amam o Líbano que se coloquem do nosso lado e nos ajudem a curar nossas feridas profundas”, acrescentou.
fonte: DN