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O Ministério Público entendeu como contravenção penal de perturbação da tranquilidade o caso do padre afastado cautelarmente da Paróquia Nossa Senhora da Penha, em Araçariguama (SP). Coroinhas da igreja e uma jovem o denunciaram por importunação sexual.
Segundo apurado pelo G1, o MP pediu para o envio dos autos para o Juizado Especial Criminal (Jecrim). A juíza ainda não se manifestou sobre o parecer da promotoria.
A Polícia Civil relatou o caso à Justiça no fim de janeiro depois de ouvir o pároco. Em cartas escritas pelas adolescentes e assinadas por responsáveis, as quais o G1 teve acesso com exclusividade, as jovens citaram situações de aproximação do pároco e períodos de agressividade.
As cartas foram entregues à Diocese e à Polícia Civil.
“Vinha com muita grudação e beijação, falando para mim que eu era uma moça linda, e ficava me abraçando e me beijando, então percebi que ele não estava ali como um padre e sim como um homem qualquer”, escreveu uma das jovens.
“No último mês de setembro eu e mais uma coroinha após acabar a missa encontramos com o padre e, por educação, pedimos a bênção, mas ele simplesmente me puxou e lambeu minha orelha e, em seguida, mordeu. Depois desse acontecido fiquei em choque pelo que ele tinha feito. Mas pra mim eu achava que era apenas uma brincadeira, mas fui percebendo que ele estava agindo com maneiras muito diferentes com todos os coroinhas”, afirmou a menina, que se afastou na igreja após a situação.
Já a outra adolescente, também de 17, escreveu que não tinha o costume de conversa com o padre e que não se sentiu confortável em uma suposta situação na igreja.
“Na última semana do mês de setembro, depois de uma missa, eu e mais uma coroinha estávamos saindo da sacristia pela porta que dá acesso à rua. No caminho, nós encontramos com o padre. Eu estendi a mão e pedi a benção a ele. Ele me puxou, abraçou e disse: ‘por que você é ruim comigo?’.”
“Logo em seguida ele mordeu minha orelha. Na hora eu me afastei em silêncio. Fiquei em choque, depois ele fez o mesmo ato com outra coroinha. Na época, eu encarei como uma ‘brincadeira’. A partir daquele dia eu não me senti segura dentro da igreja.”
fonte: G1