
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Moradores de São Paulo e Florianópolis estão entre os que beberam água imprópria entre 2018 e 2020. Levantamento revela que 1 em cada 4 cidades que fizeram testes encontraram substâncias acima do limite.
Matéria divulgada pelo site UOL nesta segunda-feira, 7, mostra resultado de uma pesquisa realizada com dados dos anos de 2018 e 2020, levantados pela Repórter Brasil (organização não governamental brasileira independente fundada em 2001 por um grupo de jornalistas, cientistas sociais e educadores, especializada em comunicação e projetos sociais) sobre a qualidade da água servida aos brasileiros. Os números inéditos mostram que em 763 cidades foram confirmadas presença de substâncias químicas e radioativas, prejudiciais se estiverem acima do limite regulamentado no Brasil. Ainda segundo a reportagem, o consumo diário aumenta o risco de câncer, mutações genéticas, problemas hormonais, nos rins, fígado e no sistema nervoso – a depender do produto. Entre as cidades citadas pela reportagem, estão Araçariguama, São Roque, Alumínio, Vargem Grande Paulista, Ibiúna e Pirapora do Bom Jesus. Apenas a cidade de Mairinque não apresenta dados acima do tolerável.
O que sai da sua torneira
A água tratada pode carregar agrotóxicos e outras substâncias químicas e radioativas que são perigosas para a saúde quando acima dos limites fixados pelo Ministério da Saúde. Os testes da pesquisa são feitos após o tratamento e a maioria dessas substâncias não pode ser removida por filtros ou fervendo a água. O estudo revela onde ocorreu esse tipo de contaminação. As informações são de testes feitos pelas empresas de abastecimento que foram enviados ao Sisagua, banco de dados do Ministério da Saúde, informa a reportagem.
Araçariguama
Entre 2018 e 2020, na água de Araçariguama, foram detectadas duas substâncias que geram riscos à saúde acima do limite de segurança. Ácidos haloacéticos total (Subprodutos da desinfecção) e Trihalometanos Total (Subprodutos da desinfecção).
São Roque
Foi detectada 1 substância com os maiores riscos de gerar doenças crônicas, como câncer, acima do limite de segurança e 2 outras que também geram riscos à saúde na água de São Roque.
A mais perigosa foi a Aldrin + Dieldrin (Agrotóxicos). Esses agrotóxicos são classificados como provavelmente cancerígenos para o ser humano pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde. São proibidos para uso tanto no Brasil quanto na União Europeia. Ambos são Poluentes Orgânicos Persistentes, substâncias que não se degradam facilmente e que se acumulam em tecidos dos organismos vivos. Além disso, eles se movimentam por longas distâncias e com facilidade pelo ar, água e solo, colocando em risco a saúde humana e o meio ambiente. O Brasil é signatário da Convenção de Estocolmo, que tem como compromisso eliminar todos os estoques e resíduos desses poluentes.
Já entre as menos nocivas, foram encontrados Ácidos haloacéticos total (Subprodutos da desinfecção) e as Trihalometanos Total (Subprodutos da desinfecção).
Mairinque
A cidade de Mairinque apresentou substâncias detectadas dentro do limite de segurança.
Alumínio
Foi detectada uma substância com os maiores riscos de gerar doenças crônicas, como câncer, acima do limite de segurança: Arsênio (substância inorgânica). O arsênio e seus compostos são classificados como cancerígenos para humanos pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde. A exposição prolongada ao arsênio por ingestão de água está relacionada com aumento do risco para câncer de pele, pulmão, bexiga e rins, bem como outros problemas na pele e tecidos. O ácido arsênico e o trióxido de arsênio, dois compostos inorgânicos desse elemento, são usados como descolorante, clareador e dispersante de bolhas de ar na produção de garrafas de vidro e outras vidrarias.
Também foi detectada a substância Ácidos haloacéticos total (Subprodutos da desinfecção). Os ácidos dicloroacético, tricloroacético, bromoacético e dibromoacético são classificados como possivelmente cancerígeno para humanos pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde. Em altas concentrações, os ácidos haloacéticos também podem gerar problemas no fígado, testículos, pâncreas, cérebro e sistema nervoso. Os ácidos haloacéticos são classificados como subprodutos da desinfecção, formado quando o cloro é adicionado à água para matar bactérias e outros microorganismos patogênicos.
Ibiúna
O município de Ibiúna foi o que apresentou maior contaminação em relação às cidades que recebem cobertura do portal de notícias MUNDO N, site do jornal GAZETA de Araçariguama. Entre 2018 e 2020, na água de Ibiúna, foram detectadas 3 substâncias com os maiores riscos de gerar doenças crônicas, como câncer: Chumbo; Cromo, e, Nitrato (como N) e outras duas que causam riscos à saúde: Ácidos haloacéticos total (Subprodutos da desinfecção) e Trihalometanos Total (Subprodutos da desinfecção).
Vargem Grande Paulista
De acordo com estudo da Repórter Brasil, na água entregue aos consumidores de Vargem Grande Paulista, foi encontrada uma substância que gera riscos à saúde. Trata-se dos Ácidos haloacéticos total (Subprodutos da desinfecção). Os ácidos dicloroacético, tricloroacético, bromoacético e dibromoacético são classificados como possivelmente cancerígeno para humanos pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde. Em altas concentrações, os ácidos haloacéticos também podem gerar problemas no fígado, testículos, pâncreas, cérebro e sistema nervoso. Os ácidos haloacéticos são classificados como subprodutos da desinfecção, formado quando o cloro é adicionado à água para matar bactérias e outros microorganismos patogênicos.
Pirapora do Bom Jesus
Já no município de Pirapora do Bom Jesus o estudo revela que, no mesmo período, entre os anos de 2018 e 2020, foram detectadas duas substâncias com os maiores riscos de gerar doenças crônicas, como câncer, além de outras duas substâncias que também geram riscos à saúde.
São eles: Arsênio (Substâncias Inorgânicas), cujo seus compostos são classificados como cancerígenos para humanos pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde. A exposição prolongada ao arsênio por ingestão de água está relacionada com aumento do risco para câncer de pele, pulmão, bexiga e rins, bem como outros problemas na pele e tecidos. E o Chumbo (Substâncias Inorgânicas), que é classificado como provavelmente cancerígeno para o ser humano, pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, não há nível seguro de exposição ao elemento, especialmente para crianças, que podem desenvolver problemas de comportamento, de aprendizado e de crescimento. O Chumbo pode causar danos ao sistema neurológico, hematológico, gastrintestinal, cardiovascular, reprodutor e renal. Depois de entrar em contato com o chumbo por longos períodos de tempo, adultos tiveram aumento da pressão sanguínea, danos renais e efeitos neurológicos. As diversas formas do metal são utilizadas como ingredientes em soldas, lâminas de proteção contra raios X, material de revestimento na indústria automotiva, revestimento de cabos, placas de bateria, esmaltes, vidros, componentes para borracha, tintas e pigmentos.
Das substâncias que também geram riscos à saúde, foram encontradas: Ácidos haloacéticos total (Subprodutos da desinfecção); Urânio (Substâncias Inorgânicas). A ingestão de urânio em altas concentrações pode causar efeitos na saúde, como câncer ósseo ou hepático, segundo a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. O urânio é utilizado em reatores nucleares comerciais que produzem eletricidade e para fins medicinais, industriais e militares em todo o mundo.
A reportagem não conseguiu contato com as empresas responsáveis pelo tratamento de água das cidades citadas, porém, deixa aberto espaço para a devida manifestação.
Com as informações do Mundo N e Gazeta de Araçariguama