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Servidores estaduais protestam em frente a Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) na manhã desta terça-feira (3) contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma da Previdência estadual. A sessão extraordinária teve início às 9h15 e a mobilização começou às 9h.
A deputada Beth Sahão (PT-SP) afirmou no plenário que é possível sentir o cheiro do gás de pimenta de dentro do prédio da Assembleia. “Tratam os servidores públicos como bandidos. Isso não é necessário em uma casa democrática”, afirmou.
Às 10 horas, ambos os sentidos da avenida Pedro Álvares Cabral, entre a Alesp e o Parque Ibirapuera, estavam fechados por manifestantes.
O pedido para que os funcionários pudessem acompanhar a sessão, mesmo que por transmissão ao vivo, foi reforçado pelo deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL) que ainda requisitou a retirada da tropa de choque da PM.
O assessor Victor Lucena participa dos protestos e afirma que as fuas principais portas do prédio estão fechadas. “Teve spray de pimenta, bala de borracha, uma nuvem de gás”, afirmou a imprensa. “Um grupo da Tropa de Choque fechou a entrada da Assembleia. Há muito gás do lado do Ibirapuera”, relatou ele, ao afirmar que os policiais ocupam subsolo, térreo, primeiro andar.
O primeiro turno da votação da proposta também foi marcado por confusão e um placar apertado: somente 57 votos a favor, o mínimo necessário para que fosse aprovada. Agora será necessário a matéria passar pelo crivo dos deputados em segundo turno.
Paralisação
Professores do Estado de São Paulo haviam marcado a paralisação de suas atividades nesta terça-feira (3), inicialmente às 14h, em frente à Alesp contra a reforma da Previdência de São Paulo, em ato confirmado pelo Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).
Segundo o sindicato, outras entidades do funcionalismo público também participam do ato. No protesto, os manifestantes estarão durante toda a tarde em frente à Assembleia e, depois, acompanharão a votação em segundo turno da PEC da Previdência do Estado.
Entre os motivos da paralisação também foi citado o abono concedido pelo governo de João Doria (PSDB) para equiparação ao piso nacional.
fonte: R7