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A Justiça decidiu nesta quarta-feira (26) que vai a júri popular o vizinho que confessou a morte da pequena Heloá Pereira, de 11 anos, em Piedade (SP). Em audiência, Elivelton Santos Furtado disse que matou a menina porque a estuprou.
Heloá desapareceu em 19 de dezembro de 2019 e seu corpo foi encontrado dias depois (relembre o crime ao fim da reportagem). Ao G1, o advogado de defesa, Éder Fresneda, falou sobre a decisão do juiz. A data do julgamento ainda será definida.
“Diante da hipótese de confissão do réu Elivelton acerca do fato delituoso, a defesa técnica do acusado não irá recorrer da decisão que determinou o julgamento perante o Tribunal do Júri de Piedade. Contudo, entendo não ser caso de crime de homicídio, mas sim do crime autônomo de estupro seguido pelo resultado morte”, disse.
Segundo o G1 apurou, Elivelton confessou o crime durante a audiência. A polícia e parentes dele também foram ouvidos.
“[O] pai dela [Heloá] saiu para trabalhar. Eu fiz o uso de droga e entrei lá [na casa da vítima] e fiz isso. Usei crack, cocaína e bebida alcoólica antes. Sabia que [o pai da Heloá] ia receber dinheiro. Matei porque estuprei e acabei cometendo essa loucura. Se pudesse voltar atrás eu jamais teria feito isso. Todo dia me arrependo”, disse Elivelton à juíza.
Se condenado por todas as acusações, a pena de Elivelton pode chegar até 39 anos. O caso segue em segredo de Justiça.
Em julho de 2020, a Justiça negou o pedido da defesa para que fosse feito um exame para determinar a sanidade mental do jovem. Mesmo com a tentativa de instauração de incidente de insanidade mental do réu, a Justiça entendeu que nada nos autos indica que Elivelton tenha algum problema.
G1